terça-feira, 23 de agosto de 2011

Comer em excesso deixa o Universo pobre e com você o que acontece?


Olá pessoal,
na palestra da semana passada (Tralhas, entulhos e bagunça) comentei sobre um trecho de um livro que acho muito interessante. Foi dele que extraí a frase: "Muitos têm endereços, mas poucos têm um lar!" Fazendo a analogia com o nosso corpo sendo a morada do nosso espírito! Pois, muitas vezes carregamos nosso corpo cheio de tralhas(quilos a mais) e não nos sentimos à vontade nele. Peso a mais é bagunça... consequência de tomar uma parte para si maior do que a que realmente lhe pertence! Comer mais do que necessário leva ao acúmulo daquilo que não queremos! Comer a mais é não saber receber o que nos é necessário e deixar fluir aquilo que não tem utilidade! É tirar do Universo uma parte que não nos pertence e quando fazemos isso, o Universo nos tira algo em troca: saúde, autoestima, bem-estar, corpo harmônico, etc...
É bom aprender a tomar posse só daquilo que realmente merecemos!
Quem participou da palestra já sabe como!!!
Mãos à obra!

Segue o texto para vocês:

A ARTE DE RECEBER


Na tradição rabínica, compreender o sentido do conceito de “RECEBER”, e poder vivenciá-lo, é uma arte sagrada a ser exercitada e aperfeiçoada por toda vida.
Existe uma lenda sobre geografia na terra de Canaan comparando seus dois mares: o Mar da Galiléia, abundantemente em vida, e o Mar Morto, sem vestígio de vida.
Explica-se que o Mar da Galiléia RECEBE as águas do rio Jordão e as águas do descongelamento das colinas de Golan, deixando as águas fluírem para o Mar Morto, que por sua vez as REPRESA e não as deixa SEGUIR. Ou seja, o Mar Morto “não sabe” RECEBER.

Uma pessoa se torna obesa na medida em que retém, em seu organismo, além do que lhe é necessário, desrespeitando o fluxo natural de troca de energia alimentar.
Deve ficar claro que o justo não abre mão do que é seu, mas percebe quando o que é seu lhe representa maior ganho, não mais sendo seu.
O justo comerá até satisfazer o seu estômago; o estômago do perverso continuará querendo.

No mundo da economia, podemos dizer algo muito semelhante: retenha o poder, ou a propriedade de, ou sobre algo, por mais tempo do que lhe seria natural, e você enriquece de maneira ANORMAL nesta dimensão. Você retém o fluxo e adoece.Você se torna “obeso” na dimensão material e arca com as despesas disto.
Isto vale para qualquer contexto da vida. Se soubéssemos fazer isso sempre, seríamos os melhores investidores.
Se experimentarmos o RECEBIMENTO como um fenômeno unilateral, que se limita a algo a nos ser dado, separamo-nos gradativamente da troca, que representa, em última instância, VIDA.
Saber RECEBER significa, em outras palavras, ter a capacidade de estabelecer um processo de troca com o universo circundante que nos inclua na corrente ecológica assim formada.
Toda a dor, angústia e ansiedade da rede “RECEPTIVA” da vida, advém de problemas de RECEBIMENTO.
EXÍLIO – RETIRO, SOLIDÃO, afastamento absoluto do “ninho” ou da “própria natureza”.
Aqueles que buscam dietas reconhecem seu exílio, seu afastamento de um corpo, de uma saúde orgânica e estética e vivem sob a tensão e expectativa de um retorno.
“Muitos têm endereços, mas poucos têm verdadeiros lares”.
Para a maioria de nós, nossos corpos são meros endereços e pouco nos sentimos em casa (lar) com eles. Aos poucos nos deslocamos, nos afastamos de nosso corpo e vivemos o saudosismo de tempos de outrora em que estávamos em casa (lar). É claro que muitos de nós nunca tivemos físicos esteticamente perfeitos, mas, sem dúvida, já experimentamos momentos de bem-estar e saúde em nossas trocas onde os mecanismos de “RECEBIMENTO” estavam abertos. O reencontro com o corpo-casa (lar) é o fim do exílio deste corpo-endereço.
É um perigo nos “exilarmos na comida”. E, o pior exílio é aprender-se ou acostumar-se a conviver com ele.
As pessoas querem “perder peso”, mas não estão interessadas em abandonar o exílio.
Uma boa alimentação quer dizer, em última análise, autoconhecimento.
Uma boa alimentação é cheia de significados, em si própria, e nos traz enorme prazer em poder compartilhar, como organismo vivo, de um esforço que é de cada uma de nossas células.
Regimes são sacrifícios e renúncias vazias, enquanto a boa alimentação é uma nova visão pela qual se vive.
A boa alimentação representa estar constantemente mudando-se, em movimento, e não, “empoçando” como o Mar Morto.
Uma das percepções mais difíceis em alimentação diz respeito ao fato de que os alimentos passarão a ser parte daqueles que os ingerem “SOMOS O QUE COMEMOS”.
Da mesma forma que a consciência ecológica esbarra no distanciamento entre o indivíduo e a conseqüência de suas ações, na alimentação também nos esquecemos que não somos uma lixeira e, muito do que ingerimos não é de fácil absorção. Na maioria dos casos, estas coisas de comer, possuem um efeito poluente imediato e cumulativo.
Através da simples atenção, podemos aprender muito de nosso cotidiano alimentar. A consciência da relação entre a alimentação e nosso corpo só é possível por meio da disciplina e treinamento.

Viu só a consequência da comida tralha? E a importância da CONSCIÊNCIA, CONHECIMENTO, COMPROMISSO E CONSTÂNCIA com sua nova postura alimentar???
Lembre-se VOCÊ É UMA POSSIBILIDADE! E, conte com meio apoio para ser magro num corpo/lar!!!
Beijos
Roseli Masi

2 comentários:

Lídia Adári disse...

Fantástico

ROSELI MASI disse...

Lidia, eu gosto muito desse texto! Tocou-me muito!
Bj